quarta-feira, 4 de março de 2015

A flor da pele



Entre ataques e rebates de violência
Empurrões e quedas no abismo da inconsequência
Revestir-se de armaduras e máscara de ferro
Tentar sobreviver numa ilha de desavênças


Valentões enfrentam gigantes,e destroem mosquitos
Aos gritos de desespero as borboletas e joaninhas
Gafanhotos engaiolhados ganham liberdade provisórias
E aprisionam para sempre os pássaros em seus ninhos

As afrontas são tantas e o céu fica escuro
Urubús pousados nos muros prontos para atacar
As flechas atingem as árvores,tiro ceteiro que as matam
Permanecer revestidos  os que lutam sobreviver
Viver escondidos quando deveriam aparecer

Assaltam a alegria e estupram a dignidade
E com tamanha maldade matam os sonhos tão guardados
Esvaziam-se de esperança o peito da criança
Aprisionando-as em seus medos,viver no paraíso castigado.

Antonia Albuquerque



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